Modelo de gestão estratégica para a transição agroecológica em reservas da biosfera
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Resumo
As reservas da biosfera enfrentam uma crise de fragmentação institucional e uma desconexão entre os marcos regulatórios e as práticas locais, o que ameaça sua capacidade de conservação. Esta pesquisa teve como objetivo desenvolver um modelo de gestão estratégica para reservas da biosfera baseado na teoria da mudança organizacional, integrando princípios agroecológicos e prospecção estratégica. O estudo foi conduzido utilizando uma abordagem mista (quantitativa-qualitativa), um delineamento transversal não experimental e o método Delphi para validação. A pesquisa foi estruturada em três fases: caracterização bio-socioeconômica e diagnóstico participativo com 23 comunidades; desenvolvimento do modelo baseado na integração da teoria da mudança de Lewin, das oito fases de Kotter e do modelo Star de Galbraith; e validação teórico-prática por meio da comparação com marcos internacionais e aplicação piloto em três comunidades. O resultado foi um modelo estruturado em torno de três subsistemas interconectados (diagnóstico e mobilização social; gestão e implementação progressiva; e arquitetura organizacional prospectiva), articulados por meio de uma fase transversal de controle e feedback. O modelo incorpora mecanismos inovadores, como contratos de gestão territorial, plataformas de cogestão comunitária e modelagem EGO Dynamic para cenários climáticos. Os resultados esperados, validados com 15 especialistas (índice de concordância de 0,82), incluem um aumento de 40% na resiliência climática por meio de sistemas agroflorestais sucessionais, uma redução no tempo de aprovação de projetos de 90 para 30 dias por meio de nós de coordenação e uma melhoria de 35% na participação da comunidade. O modelo contribui para superar a fragmentação institucional e promover transições agroecológicas por meio da governança adaptativa, constituindo um modelo de referência escalável para reservas da biosfera em Cuba e na América Latina.
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